Prefeito Clécio apresenta propostas de reajuste para trabalhadores da educação



O prefeito Clécio e a comissão que compõe a Mesa de Diálogo da Prefeitura de Macapá reuniram-se hoje, 23, com trabalhadores da educação na plenária municipal para dar continuidade ao diálogo do ponto mais polêmico que é o piso salarial. Este ponto integra pauta de reivindicação, e tem 27 itens em discussão pela categoria e PMM. O prefeito Clécio apresentou duas propostas que serão avaliadas nos próximos dias e votadas em assembléia deliberativa. O encontro foi no Centro de Convenções que ficou lotado de trabalhadores.

Os diálogos estão acontecendo desde março, quando a Mesa foi instituída, e hoje foi aberto para todos, com microfone livre e resposta do próprio gestor. A conversa aconteceu dentro dos objetivos da Mesa, com contas da PMM abertas para a categoria e participação do prefeito, o que foi considerado positivo e inovador pelos profissionais e técnicos da PMM. “É a primeira vez que sentamos com prefeito para discutir melhorias. Vendo a folha de pagamento da Prefeitura é evidente que não dá para colocar a corda no pescoço do prefeito”, afirmou a professora Ivanéa Alves.

O prefeito falou sobre as dificuldades da PMM, da relação de respeito e valorização que tem com os servidores, apresentou o orçamento da Secretaria de Educação (Semed), a folha de pagamento, o impacto do piso nacional, relatou o esforço que está fazendo para que 100% dos royalties do petróleo sejam destinados para a educação em Macapá e lançou duas propostas. “Estamos trabalhando com orçamento da gestão passada e é em cima dele que temos de trabalhar. A solução é entrar dinheiro novo, por isso estamos apostando nos royalties”, falou Clécio.

De acordo com o prefeito, qualquer proposta de reajuste resulta em desequilíbrio financeiro na Semed, mas, mesmo assim, autorizou a equipe a apresentar propostas. A primeira proposta foi um reajuste “seco” de 6,59%. A segunda é o reajuste do piso que pode ser feito de duas formas: corrigindo os salários em 7,97% sobre o concedido em fevereiro (quando o prefeito autorizou o pagamento de 8% prometido pelo ex-gestor, mas não cumprido); ou o pagamento do piso incorporando 28,7% da regência. Nesta última forma a vantagem é que, além do cumprimento do piso, o trabalhador elevará o vencimento para, no mínimo, R$ 1.568,00, incluindo as outras gratificações.

Clécio voltou a afirmar que quer discutir a incorporação e achar a melhor alternativa. Ele propôs fortalecer a base salarial com o debate franco entre as partes sobre a folha real, para que o diálogo não se distancie do piso salarial. O sindicalista Aildo Silva elogiou a equipe da PMM e o prefeito Clécio pela condução das negociações. “O prefeito mostra que está disposto ao diálogo e criou a Mesa antes dos desgastes políticos para a gestão e para nossa categoria”, falou.

O prefeito garantiu que o Pró-labore correspondente a 11 de março a 11 de abril será quitado junto com o pagamento, e ainda que as outras pautas da categoria estão em análise. Os trabalhadores se reúnem em assembleia na próxima quinta-feira, 25, para deliberarem o assunto, e na semana seguinte voltam a reunir com a Mesa de Diálogo da PMM.

Coordenadoria de Comunicação
Fotos: Didi Ribeiro – Asscom PMM

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