O efeito placebo da tal segurança



Ficou apenas na lembrança os tempos de tranquilidade, em que Macapá, poderia ser chamada de cidade pacata. A atual realidade é indigesta e um tanto assustadora. Em outras palavras, sentimento falso, pois não são cercas, chapas de aço ou armas que garantem segurança as famílias de bem. É bom como efeito placebo, para se enganar, mas, mais dia ou menos dia, a bomba estoura. 

Tenho escutado tantos relatos, que tende piedade:

- A casa do médico foi assaltada e a esposa estuprada na frente dele;
- O assaltante que estuprou a filha de 7 anos de um casal;
- O assaltante que torturou o casal de velhinhos;
- O assaltante que fez refém a funcionária de loja;
- O assaltante que deu um tiro na mulher que vendia jóias;
- A moça da pizzaria, que teve que mudar a cor e corte do cabelo, porque o assaltante prometeu que voltaria, caso a polícia o prendesse. 

Ainda resta dúvida se há riscos de assaltos? 

Sempre há e eles vão acontecer. Mas devemos ter em mente que há atitudes que pioram o quadro. Ou a cidade será boa para todos ou a aristocracia que sobrar tende a ser bem mais assustadora. Ignorar a realidade não faz ela deixar de existir. E é exatamente essa indiferença com essa triste realidade que tem revoltado as vítimas diárias da violência. 

E a pergunta que não quer calar: Onde vamos parar?

Lílian Guimarães.

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