Tantas mães Luzia e uma única maternidade!

São muitas histórias de vida, as quais renderiam um livro, recheado de superações, tragédias e exemplos de pessoas guerreiras.  

Os rostos são diferentes, mas os corações carregam o mesmo sentimento, a vibração pela melhora de seus pequeninos. Tantas mães Luzia e uma única maternidade!  

Um desfile de vários tipos de mães, em cenas curtas, que, com seus filhos, demonstram suas personalidades. 

De modo geral, todas elas têm o mesmo tipo de amor e dedicação aos filhos, sejam elas bravas, corujas, desleixadas, exageradas, amorosas ou ciumentas. 

No quesito superação elas chegam ao extremo. Conheço dezenas e suas histórias inusitadas: 

- A mãe que mora no Bailique, e está quase, 50 dias, longe dos outros três filhos, com o coração aflito de saudade e preocupado com a filhinha no hospital; 

- A mãe do Amapá, que passa o dia no berçário do hospital com o filho, e a noite dorme de favor na casa de uma tia; 

- A mãe que trabalha no restaurante, em que deram apenas, 40 dias, de licença pra ela. Sendo que, ela teve gêmeos, um deles morreu, e o outro, aguarda uma cirurgia para retirar um cisto. Ela se reveza, entre o trabalho, as visitas ao filho internado e a luta pela sobrevivência. 

- A mãe persistente, que o filho enfrentou UTI, diálises, inúmeros exames, superando todas as dificuldades e lutando pela vida.  

- A mãe de Santana, que aguarda a transferência, de seu pequeno bebê, para outro Estado, para fazer uma cirurgia delicada; 

- A mãe que perdeu três bebês, e agora comemora o nascimento do quarto bebê, que apesar de nascer com 6 meses, esta evoluindo muito bem;  

- A mãe orgulhosa, que exibe seu bebê como um troféu. E mesmo na sua aparente timidez e jeito diferente de ser é coruja demais com sua cria; 

- A mãe incansável, que está no hospital cinco meses, devido um problema de saúde do seu bebê;  

E por aí vai... São 30, 60, 90 dias. Todos regados pelo mesmo cenário. Famílias desfeitas, mulheres abandonadas pelos parceiros, dificuldades financeiras (quais muitas não tem condição de comprar nem as fraldas dos filhos), entre outras turbulências.  

Elas esquecem seu lado feminino, deixam a vaidade de lado, e apesar dos cabelos despenteados e das roupas largadas, elas são mais que mulheres, são a expressão mais clara do amor incondicional.  

É inevitável que não criemos laços com cada uma. A convivência é tão forte que enfermeiros, médicos, técnicos, pais e mães, parecem uma grande família.  

E quanto mais ouço os relatos, sou infinitamente grata, ao Senhor Deus, pela vida, por minha família, a saúde dos meus filhos e o amor recebido. Cada segundo, sempre será um presente de Deus!  

Por Lílian Guimarães.

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