Silêncio!

 “Palavras erradas costumam machucar para o resto da vida, já o silêncio certo pode ser a resposta de muitas perguntas”... 
(Padre Fábio de Melo).

O silêncio na hora certa vale ouro. Ele pode falar mais que mil palavras, dar mil conselhos e evitar uma situação constrangedora. Temos o hábito de falar demais e nos esquecemos que não há retorno para o que foi dito. 

Muitas vezes quando não falamos acabamos dizendo muito. Quando há atrito entre duas ou mais pessoas e elas não conseguem se conter, acabam por dizer coisas que, de maneira refletida, não diriam. Uma discussão é como uma fogueira e as palavras são o vento que aviva a brasa; quando mais se fala, mais a brasa arde. 

Quantas e quantas pessoas não estragam uma relação só por que não souberam a hora certa de falar e a de calar! Quantos desentendimentos por que, querendo se comunicar, acabaram simplesmente cortando a comunicação com palavras vazias e irrefletidas! 

O arrependimento que vem em seguida não apaga as palavras, não corrige os erros e deveria nos servir de lição... o que nem sempre acontece! Poderíamos aprender a contar até 10 ou mesmo 100 antes de responder bruscamente a algo que nos afetou. A resposta não será certamente a mesma depois de passado um tempo. Mas para as pessoas que não conseguem se conter numa discussão, o melhor é o afastamento temporário. 

É muito melhor pensar sem falar que falar sem pensar. Uma boa noite de sono pode ser excelente para acalmar a chama. Costuma-se dizer que a noite dá conselhos. Penso que, sobretudo, ela nos dá a oportunidade de, sozinhos, colocar em ordem nossa cabeça.
Pensar duas vezes antes de falar, sim. Mesmo três ou dez se necessário. Ficar em silêncio quando a melhor resposta é o silêncio é dar ao outro a chance de pensar um pouco sobre a situação.  

Às vezes a melhor resposta é o silêncio, desde que não seja prolongado o bastante para cortar a comunicação. Ficar dias sem falar com uma pessoa só porque esta está em desacordo com nossa opinião é imaturo. Uma noite é e deve ser suficiente para que duas pessoas possam se olhar de frente e conversar como adultos. 

Isso faz parte da maturidade. Pessoas maduras chegam na hora certa e partem na hora certa nos encontros marcados da vida. Dizem o que deve ser dito e ouvem caladas. Pensam seriamente no que o outro diz sem ficar obstinadas com as próprias idéias.

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