Amapá, Estado em que todos os gestos são politizados!

Aqui no Amapá “Tudo é política”, dizem alguns, o que é bem verdade. Minha visão particular de inferno é exatamente esta: a de um lugar em que todos os gestos são politizados!

O discurso é sempre o mesmo: Assim o Estado cresce, fica forte – e nos faz de reféns. É triste ver tantos reféns apaixonados pelo sequestrador. 

Daí repete-se as babaquices dos alienados: “Rouba, mas faz” – diz o velho chavão populista. Longe de ser uma contradição lógica, a frase é de uma obviedade estarrecedora. Quem rouba necessariamente faz. E faz mais para poder roubar mais. De onde vocês acham que vêm os recursos que financiam a corrupção? 

Votar é passar uma procuração que dá todos os poderes a uma pessoa que você não conhece, não sabe o que faz, não tem condição de conhecer e acompanhar (porque você tem que sobreviver)e, pior de tudo, somente pode cobrá-lo, eventualmente, lhe tirando do cargo após 4 anos (no mínimo) – tempo suficiente para ele fazer o diabo com essa procuração. 

Da mesma forma, estamos irrevogavelmente condicionados por preceitos e realidades determinados pela política. A política é uma das várias dimensões naturais da pessoa humana. Entramos nela pela concepção e não saímos dela nem depois do enterro porque, é pela via política, que nossas disposições testamentárias encontram base legal e vigência. 

Eu também não gosto de política, e principalmente da nossa política. Aliás, estou convencida de que para gostar da política, com a que temos hoje, se requer uma absoluta ausência de bom gosto.  

Quase tudo, nela, causa engulhos aos estômagos mais sensíveis. E é exatamente por isso que ela me interessa, que tenho procurado ler, pesquisar e conhecer as causas determinantes de seus incontáveis descaminhos. 

Pois então, saiba que você é cidadão porque vive numa sociedade política. Queira ou não queira. Pode fazê-lo de modo mais abrangente, inclusive como participante decisivo neste “jogo eleitoral”.

No entanto, ainda que apenas como eleitor, você tem imensa responsabilidade moral em relação ao seu voto e ao interesse que aloca na formação de seu discernimento e de seus critérios de decisão. Se você, como tantos, vota em qualquer um (e qualquer um costuma ser o tipo do sujeito que faz qualquer coisa) ou vota em alguém pensando no seu próprio interesse, não se surpreenda quando aquele em quem votou passar a cuidar do interesse dele mesmo. Tal conduta estará apenas reproduzindo a sua. Ou não?


0 Comentários em "Amapá, Estado em que todos os gestos são politizados!"

Postar um comentário

Comente