Estado do Amapá se prepara para implantar a Economia Verde



O Executivo estadual deu a partida rumo à proposição de uma nova filosofia econômica, que promete impulsionar o PIB do Amapá e a geração de emprego e renda. Os alicerces desta política estão centrados no mais moderno conceito de desenvolvimento, a Economia Verde - cujo modelo para o Estado começou a ser definido durante o Seminário "O Amapá e a Economia Verde", realizado terça, 27, e quarta-feira, 28, no auditório do Ministério Público Estadual. O evento precede a Rio + 20, o fórum mundial das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável do planeta, que ocorre de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

Foi durante o encontro que representantes de entidades estaduais dos setores econômico e ambiental, empresariado e especialistas debateram amplamente como criar mecanismos públicos e privados que propiciem aumento do PIB estadual para setores estratégicos como a mineração, infraestrutura e florestal, entre outros.

As discussões no segundo dia de evento definiram, preliminarmente, os princípios, critérios e estruturada proposta deste novo Programa de Economia Verde do Amapá. Este projeto está sustentado nas potencialidades econômicas locais e prevê a redução das desigualdades sociais ao lado da conservação ambiental.

De acordo com a diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Ana Euler, este programa deverá orientar as políticas públicas gerando empregos verdes e atração de novas oportunidades de investimento no Estado.

Já o secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração, José Reinaldo Picanço, frisou que o projeto contempla a definição de padrões internacionais para certificação dos processos de produção com incentivos para as empresas que adotarem práticas sustentáveis.

"Pretendemos usar o poder de compra do Estado para buscar empresas com responsabilidade corporativa e socioambiental", reforçou o secretário.

Diante dos desafios apresentados por este novo modelo de desenvolvimento, o governador do Estado, Camilo Capiberibe - que participou do debate final do seminário -, propôs um estudo para a criação de uma secretaria estadual de Economia Verde.

"Vejo muito potencial nessa nova filosofia. Mas, para alavancar essa política, do ponto de vista da gestão, é preciso um órgão para coordenar a implantação dessa nova economia. Precisamos de um estudo que aponte e priorize o que é viável para o Amapá com a certeza de que possamos investir com retorno garantido", pontuou o governador.

Ficou acordado que os próximos passos em direção à implantação do Programa de Economia Verde serão a formação de uma coordenação, a inclusão de novas áreas como saúde, infraestrutura, educação e pesquisa para a finalização do desenho de uma proposta técnica, que será apresentada à sociedade. O objetivo é que todos os setores possam contribuir com o processo de construção da Economia Verde do Amapá.

Elder Abreu/IEF

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